Por que o gás natural, e não o petróleo, pode ser o “grande prêmio” da Venezuela
15 de fevereiro, 2026 às 05:00
InfoMoney
Resumo
A Venezuela, apesar de suas vastas reservas de petróleo, pode encontrar seu maior potencial econômico no desenvolvimento de seus campos de gás natural offshore, especialmente em cooperação com Trinidad e Tobago, superando desafios políticos e sanções dos EUA.
Pontos principais
- As maiores oportunidades de desenvolvimento rápido de recursos na Venezuela estão nos campos de gás natural offshore, muitos deles descobertos décadas atrás na fronteira com Trinidad e Tobago.
- Empresas como a Shell e BP demonstram interesse em explorar esses campos de gás, ao contrário do menor apetite por campos de petróleo venezuelanos, devido à maior abertura da Venezuela para empresas estrangeiras no setor de gás.
- Sanções dos EUA e a relação tensa entre Venezuela e Trinidad e Tobago são os principais obstáculos para o aumento da produção de gás, embora o Departamento do Tesouro esteja afrouxando gradualmente as restrições.
- Projetos como Dragon, na fronteira marítima com Trinidad, são promissores, pois a infraestrutura de exportação de gás de Trinidad é crucial para a monetização do recurso venezuelano.
- Apesar dos desafios políticos e da deterioração das relações, há um interesse mútuo no desenvolvimento do gás: Trinidad e Tobago precisa do gás venezuelano devido à queda de sua produção doméstica, e a Venezuela busca receita e reduzir o desperdício por flaring.
- Novas licenças do Departamento do Tesouro dos EUA podem dar mais liberdade para empresas de energia negociarem e operarem na Venezuela, mas questões como acesso à eletricidade, segurança e sistema bancário persistem.
- O desenvolvimento desses projetos de gás poderia gerar bilhões em investimentos e receitas anuais significativas para a Venezuela, mas exige a superação de impasses políticos e o investimento em infraestrutura.
Entidades mencionadas
Pessoas
Antero Alvarado (consultor de energia)
Nicolás Maduro (presidente da Venezuela)
Delcy Rodríguez (vice-presidente da Venezuela)
Francisco J. Monaldi (chefe do programa de energia para a América Latina na Universidade Rice)
Rachel Ziemba (pesquisadora sênior associada do Center for a New American Security)
Luisa Palacios (ex-presidente da refinaria americana Citgo Petroleum)
Wael Sawan (CEO da Shell)
Donald Trump (presidente)
Taylor Rogers (porta-voz da Casa Branca)
Chris Wright (secretário de Energia)
Anthony Paul (ex-ministro de Energia de Trinidad)
Kamla Persad-Bissessar (primeira-ministra de Trinidad e Tobago)
Roodal Moonilal (ministro de Energia de Trinidad)
Kevin Ramnarine (ex-ministro de Energia de Trinidad e Tobago)
Organizações
Shell
Petróleos de Venezuela
Departamento do Tesouro dos Estados Unidos
BP
Universidade Rice
Center for a New American Security
Citgo Petroleum
CNBC
Casa Branca
Assembleia Nacional venezuelana
Eni
Repsol
Banco Mundial
The New York Times Company
Lugares
Venezuela
Trinidad e Tobago
Londres
Caracas
Estados Unidos
Houston
Colômbia
Guiana
