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Petróleo sancionado e encalhado no mar cria escassez em terra, destaca Goldman Sachs

19 de fevereiro, 2026 às 17:29
InfoMoney

Resumo

O Goldman Sachs destaca que o acúmulo de petróleo sancionado no mar está criando uma escassez artificial em terra, sustentando os preços do Brent mesmo diante de um superávit global de oferta, com riscos geopolíticos moldando o futuro desses fluxos.

Pontos principais

  • Mesmo com oferta alta, o petróleo Brent manteve-se resiliente, impulsionado pelo petróleo sancionado acumulado no mar.
  • O Goldman Sachs estima um excedente de 1,5 milhão de barris por dia em 2025, mas os preços não caíram devido ao armazenamento marítimo.
  • Rússia, Irã e Venezuela acumulam 375 milhões de barris de petróleo sancionado em navios, um terço do aumento dos estoques globais visíveis.
  • A queda na demanda por barris sancionados se deve a novas sanções, riscos diplomáticos e esgotamento de cotas de importação na China.
  • A Rússia e o Irã viram grandes volumes de petróleo acumulados no mar, enquanto a Venezuela reduziu seus estoques flutuantes.
  • Para 2026, o Goldman Sachs prevê que o acúmulo no mar diminuirá, mas alerta para riscos geopolíticos e mudanças na demanda de China e Índia.
  • A manutenção de 1 milhão de barris/dia de petróleo sancionado no mar pode elevar o Brent em US$ 8, enquanto uma redução de 100 milhões de barris nos estoques marítimos pode derrubar os preços em US$ 3-4.

Entidades mencionadas

Organizações
Goldman Sachs
OCDE
Lugares
Irã
EUA
Rússia
Venezuela
China
Índia