Petróleo mais alto é positivo para Petrobras, mas medidas limitam potencial, diz XP
Apesar das medidas governamentais para conter o preço dos combustíveis no Brasil, que limitam o potencial da Petrobras, o cenário de petróleo alto ainda é favorável para a geração de caixa da estatal e outras empresas do setor, segundo análise da XP.
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14/04 às 08:59
Pontos principais
- O governo federal implementou nove iniciativas para amortecer o impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil.
- As medidas incluem subsídios diretos ao diesel, corte de PIS/Cofins, auxílio ao GLP, redução de impostos sobre querosene de aviação e taxas sobre exportações de petróleo bruto e diesel.
- A XP avalia que essas ações reduzem o preço efetivo de paridade de importação, comprimindo os preços na bomba e impondo um teto aos reajustes da Petrobras.
- A Petrobras enfrenta uma assimetria, recebendo menos benefícios que importadores e perdendo subsídios ao elevar preços, resultando em um custo de oportunidade de US$ 5,8 bilhões anuais em FCFE.
- Mesmo com preços domésticos defasados, a XP estima que a Petrobras pode gerar US$ 20,7 bilhões em FCFE anualizado com Brent a US$ 100, mantendo a recomendação positiva para a ação.
- Grandes distribuidoras como Vibra e Ipiranga são beneficiadas indiretamente pela menor entrada de combustíveis importados, sustentando margens.
- Produtoras independentes como PRIO se destacam, enquanto Brava Energia e PetroReconcavo têm potencial limitado por políticas de hedge e impostos de exportação.
Mencionado nesta matéria
Organizações
XP ResearchPetrobras (PETR4)Vibra (VBBR3)IpirangaUltrapar (UGPA3)PRIO (PRIO3)Brava Energia (BRAV3)PetroReconcavo (RECV3)
Lugares
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