Patente do Ozempic já expirou – e a do Mounjaro, quando cai?
Enquanto a patente do Ozempic expirou, abrindo caminho para genéricos, um projeto de lei no Congresso Nacional busca a quebra da patente do Mounjaro (tirzepatida) no Brasil, gerando debate entre defensores do acesso público e a indústria farmacêutica.
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24/03 às 14:55
Pontos principais
- A patente da semaglutida (Ozempic e Wegovy) expirou em 20 de março, permitindo a produção de genéricos nacionais e a potencial redução de custos.
- A patente da tirzepatida (Mounjaro), da Eli Lilly, é válida até 5 de janeiro de 2036 no Brasil, com expectativa de dez anos de exclusividade restantes.
- Um Projeto de Lei (PL) tramita no Congresso Nacional para a quebra da patente do Mounjaro, com regime de urgência aprovado em fevereiro.
- O deputado Mário Heringer (PDT-MG) defende a quebra de patente para economizar R$ 70 bilhões ao SUS e ampliar o acesso ao medicamento para diabetes e obesidade.
- Associações da indústria farmacêutica se opõem à quebra de patente, alegando insegurança jurídica e risco de afastar investimentos em inovação no Brasil.
- O advogado Guilherme Takeishi argumenta que a quebra da patente do Mounjaro não se justifica, pois ainda há dez anos de proteção e não há situação de calamidade pública ou desabastecimento de alternativas terapêuticas.
- A licença compulsória (quebra de patente) não garante acesso imediato ao remédio, pois a produção de medicamentos complexos exige tempo e infraestrutura.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Mário Heringer (deputado federal)Guilherme Takeishi (advogado especialista em propriedade intelectual)
Organizações
Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI)Eli LillyEMSAnvisaCongresso NacionalSistema Único de Saúde (SUS)Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma)Novo Nordisk
Lugares
Brasil
