ONG quer banir carros a combustão de BMW e Mercedes, mas justiça nega
A corte federal alemã negou o pedido de uma ONG ambientalista para proibir a venda de carros a combustão da BMW e Mercedes-Benz a partir de 2030, reafirmando que não há cota individual de emissões para fabricantes.
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23/03 às 12:01
Pontos principais
- A corte federal alemã em Karlsruhe negou o pedido da ONG Deutsche Umwelthilfe (DUH) para banir carros a combustão da BMW e Mercedes-Benz a partir de 2030.
- O processo, iniciado em 2021, já havia sido negado em instâncias inferiores.
- A DUH argumentava que as montadoras estariam excedendo um "orçamento de carbono" e pedia um compromisso legal para cessar a produção de veículos a combustão.
- A corte reiterou que não existe uma cota individual de emissões de poluentes estabelecida para cada fábrica.
- A BMW e a Daimler (dona da Mercedes) se manifestaram contra o argumento da ONG, com a BMW afirmando que suas metas climáticas estão à frente da indústria.
- O cálculo da "fatia justa" de CO₂ foi elaborado pela DUH com base em dados do IPCC sobre aquecimento global.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Deutsche Umwelthilfe (DUH)BMWMercedes-BenzDaimlerPainel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)Programa das Nações Unidas para o Meio AmbienteReuters
Lugares
KarlsruheAlemanha
