Ódio, big techs e extrema-direita: como opera engrenagem da misoginia
A misoginia na internet é uma engrenagem complexa que conecta frustrações individuais, estruturas econômicas e projetos políticos globais, sendo potencializada por big techs e grupos de extrema-direita que recrutam jovens e se beneficiam da impunidade.
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22/03 às 09:00
Pontos principais
- Casos recentes de violência e ódio contra mulheres, como feminicídio e estupro coletivo, são parte de uma engrenagem misógina complexa.
- Especialistas apontam que a misoginia, embora secular, é potencializada pela internet, com grupos de ódio crescendo e recrutando meninos cada vez mais jovens para a 'machosfera'.
- A adesão a ideias misóginas é impulsionada por frustração, isolamento e insegurança, especialmente em adolescentes e homens em situação de vulnerabilidade.
- Há liderança e organização por trás dos grupos misóginos, com homens mais velhos cooptando e utilizando a linguagem de memes para atrair.
- As grandes plataformas digitais são criticadas por permitirem a circulação de discursos de ódio e por uma moderação de conteúdo assimétrica, com líderes de big techs tendo afinidade ideológica com a extrema-direita.
- A misoginia é vista como um projeto político que beneficia a extrema-direita, mantendo o status quo e o controle dos corpos femininos.
- Especialistas sugerem a criminalização da misoginia, medidas educativas e a regulação das plataformas digitais como caminhos para enfrentar o problema.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gisele Alves Santana (policial militar)Geraldo Leite Rosa Neto (tenente-coronel da PM)Bruna Camilo (socióloga, cientista política)Benedito Medrado Dantas (psicólogo social, professor da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE)Lola Aronovich (ativista feminista, professora)Julie Ricard (pesquisadora da Fundação Getulio Vargas - FGV)Donald Trump (ex-presidente dos Estados Unidos)Elon Musk (dono da rede X)Jair Bolsonaro (ex-presidente)
Organizações
Agência BrasilTikTokTV BrasilUniversidade Federal de Pernambuco (UFPE)DiscordFundação Getulio Vargas (FGV)TelegramNetLabUniversidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)YouTubeXCâmara dos DeputadosPolícia Federal
Lugares
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