OAB-SP propõe código de ética digital para ministros do STF e defende mais transparência no tribunal
A OAB-SP propõe um código de ética digital para ministros do STF, visando maior transparência e regulamentação da atuação online e da distribuição de processos, em complemento a um código de conduta anterior.
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16/03 às 09:02
Pontos principais
- A OAB-SP enviou ao STF uma proposta de código de ética digital para ministros, complementando um código de conduta anterior.
- O texto estabelece parâmetros para a atuação de magistrados em redes sociais e interações online, proibindo comentários sobre processos pendentes e divulgação de informações sigilosas.
- A proposta busca garantir a imparcialidade dos ministros, evitando interações digitais que possam levantar dúvidas.
- O documento exige que a distribuição de processos siga critérios objetivos e que os algoritmos do tribunal sejam transparentes e auditáveis.
- Ministros deverão manter declaração pública de participações societárias, incluindo bens de cônjuges e parentes, impedindo atuação em casos de conflito de interesses.
- Ricardo Sica, presidente da OAB-SP, destaca a necessidade de regulamentação devido à digitalização acelerada do Judiciário e a falta de governança adequada.
- A proposta está em avaliação pelo STF e pelo Conselho Federal da OAB, enquanto uma reforma legislativa mais ampla sobre impedimentos judiciais é esperada.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ricardo Sica (presidente da OAB-SP)
Organizações
OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo)STF (Supremo Tribunal Federal)GloboNewsConselho Federal da OABCNJ (Conselho Nacional de Justiça)
