O que explica o boom dos ETFs de renda fixa no Brasil? Veja oportunidades e barreiras
O mercado brasileiro de ETFs de renda fixa experimenta um crescimento expressivo, impulsionado por mudanças tributárias e a busca por eficiência, apesar de ainda enfrentar desafios como a alta taxa de juros e a necessidade de educação financeira.
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25/02 às 05:00
Pontos principais
- O patrimônio líquido total da indústria de ETFs no Brasil quase dobrou de 2024 para 2026, atingindo R$ 90,2 bilhões.
- ETFs de renda fixa representam apenas 24,2% dos fundos de índice listados na Bolsa brasileira, com a maioria ainda em renda variável.
- A penetração de ETFs no Brasil é inferior a 1% da indústria de fundos, contrastando com os 35% nos Estados Unidos.
- O boom dos ETFs de renda fixa é atribuído à mudança na tributação de fundos exclusivos (come-cotas) e à eficiência tributária dos ETFs.
- A XP Asset lançou sete novos produtos, incluindo ETFs de criptoativos e renda fixa atrelados à inflação, buscando replicar o modelo de grandes casas americanas.
- Desafios incluem o patamar elevado dos juros reais no Brasil, que torna títulos como NTN-Bs muito atrativos, e a complexidade da experiência do usuário e educação financeira.
- Apesar dos desafios, os gestores preveem que os ETFs serão grandes vencedores no próximo ciclo de alta do mercado.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Danilo Gabriel (sócio e gestor de fundos indexados e internacionais da XP Asset)Leonardo Vasques (portfolio manager da XP Asset)
Organizações
Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais)XP AssetBolsa brasileiraCharles SchwabTesouro IPCA+
Lugares
BrasilEstados Unidos
