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O preço invisível do melhor restaurante do mundo: violência e humilhação no Noma

O chef René Redzepi anunciou sua saída do Noma, um dos restaurantes mais influentes do mundo, após acusações de violência e humilhação contra funcionários, revelando uma cultura de trabalho tóxica por trás de seu sucesso.

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14/03 às 05:00

Pontos principais

  • René Redzepi, chef do aclamado restaurante Noma, anunciou sua saída em meio a protestos e acusações de violência e humilhação contra funcionários.
  • O The New York Times publicou relatos de ex-funcionários detalhando agressões físicas e verbais de Redzepi, que incluíam socos e ameaças de deportação.
  • Apesar de ser reconhecido por inovar na alta gastronomia, o Noma é criticado por perpetuar uma cultura de cozinha tóxica, com trabalho exaustivo e punitivo, escondendo o custo humano por trás de seus pratos.
  • Manifestantes, liderados pelo grupo One Fair Wage e um ex-funcionário, protestaram em Los Angeles, questionando a responsabilização de Redzepi.
  • Grandes parceiros como American Express e Blackbird retiraram o patrocínio do pop-up do Noma em Los Angeles, embora clientes continuem a comparecer.
  • Redzepi pediu desculpas e o Noma implementou um sistema de RH e passou a pagar estagiários em 2022, mas críticos argumentam que a responsabilização ainda é insuficiente.
  • A notícia levanta questões sobre a reparação e a responsabilização na indústria da gastronomia, que frequentemente minimiza o bullying e o abuso.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

René Redzepi (chef dinamarquês)Tejal Rao (crítica-chefe de restaurantes do The New York Times)Jason Ignacio White (ex-chefe de fermentação do Noma)

Organizações

NomaThe New York TimesOne Fair WageAmerican ExpressBlackbird

Lugares

Los AngelesCopenhagueDinamarcaTulumMéxico