'Nojento e desolador': a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans
Uma mulher nas Filipinas descreve a experiência "desoladora" de trabalhar como "chatter" para modelos do OnlyFans, ganhando menos de R$ 10 por hora para interagir com fãs e vender conteúdo, levantando preocupações sobre a exploração e a falta de regulamentação no trabalho digital.
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11/03 às 15:06
Pontos principais
- Uma "chatter" nas Filipinas relata ganhar menos de US$ 2 por hora (cerca de R$ 10) para simular conversas com fãs de modelos do OnlyFans.
- O trabalho envolve "sexting" e a venda de fotos e vídeos, sendo descrito como "nojento" e "desolador" pela entrevistada.
- A mulher trabalha em turnos de oito horas, cinco dias por semana, com metas de vendas para as modelos que ela representa.
- A prática de usar "chatters" levou a ações judiciais contra o OnlyFans e agências por considerarem a prática enganosa.
- Um sindicato filipino, BPO Industry Employee' Network (BIEN), expressa preocupação com a natureza não regulamentada desse tipo de trabalho online.
- A presidente do BIEN, Mylene Cabalona, destaca a exposição a conteúdo prejudicial e a falta de proteção trabalhista.
- O OnlyFans, que gerou US$ 7,2 bilhões em receita em 2024, não comentou as questões da BBC, alegando que sua relação comercial é apenas com os criadores de conteúdo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Mylene Cabalona (presidente do sindicato BPO Industry Employee' Network)
Organizações
OnlyFansBBCBPO Industry Employee' Network (BIEN)
Lugares
Filipinas
