No “silêncio organizacional” das empresas, inovação é inibida pelo medo de retaliação
Uma pesquisa nacional revela que o "silêncio organizacional", motivado pelo medo de retaliação, inibe a inovação e a tomada de decisão em empresas brasileiras, apesar dos avanços no discurso sobre diversidade.
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22/02 às 07:00
Pontos principais
- A pesquisa "Diversidade sem Poder: quem entra, mas não decide" da Heach Recursos Humanos aponta que o medo de retaliação leva ao "silêncio organizacional" nas empresas.
- Profissionais de grupos diversos participam de reuniões estratégicas, mas têm pouco poder de decisão, com 61% relatando que suas contribuições raramente alteram decisões já tomadas.
- 54% dos respondentes evitam discordar de líderes por medo de impactos negativos na carreira, e 49% acreditam que expor problemas pode gerar retaliações veladas.
- O Índice de Diversidade com Poder (IDP) da Heach, com média nacional de 52 pontos, mostra que a inclusão é parcial, com baixo desempenho em "poder decisório real" e "segurança psicológica".
- O estudo alerta para o risco de perda de talentos e vácuo na formação de lideranças futuras, já que o IDP despenca em cargos de liderança intermediária.
- Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach, enfatiza que a diversidade sem poder não se sustenta e cobra um preço alto em retenção, inovação e continuidade do negócio.
- O desafio é transformar o discurso de diversidade em prática efetiva nas mesas de decisão, focando em quem decide, e não apenas em quem entra na empresa.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Elcio Paulo Teixeira (CEO da Heach Recursos Humanos)
Organizações
Heach Recursos HumanosInfomoney
