Daily Journal

O Futuro da Informação

No ano do Cavalo, economia da China terá fôlego para galopar? Como afetará o Brasil

17 de fevereiro, 2026 às 05:00
InfoMoney

Resumo

A economia chinesa, apesar dos pacotes de estímulo que evitaram o colapso imobiliário, enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda, exportando deflação para o mundo e gerando desafios para o Brasil, especialmente nos setores de commodities e indústria.

Pontos principais

  • A China celebra o Ano do Cavalo de Fogo com questionamentos sobre o fôlego de sua economia, que cresceu 5% no último ano, mas enfrenta desequilíbrio entre oferta e demanda.
  • Pacotes de estímulo evitaram o pior no setor imobiliário, mas a falta de demanda interna leva a China a exportar deflação, pressionando preços internacionais.
  • O consumo interno chinês permanece fraco, com vendas no varejo no ritmo mais lento desde 2020 e preços ao consumidor subindo apenas 0,2% em janeiro.
  • A crise imobiliária na China impacta a demanda por aço e minério, afetando empresas brasileiras de commodities como a Vale, embora a transição energética possa compensar parte dessa demanda.
  • O agronegócio brasileiro pode enfrentar negociações mais duras com a China, que busca reduzir a dependência de importações de carne.
  • Investir na China exige seletividade extrema devido a riscos geopolíticos e a possibilidade de uma "armadilha de valor" se a transição para uma economia de consumo for lenta.

Entidades mencionadas

Pessoas
Lucas Sigu Souza (sócio-fundador da Ciano Investimentos)
Marianna Costa (economista-chefe da Mirae Asset)
João Pedro Moreno (analista da Nexgen Capital)
Organizações
InfoMoney
Ciano Investimentos
Mirae Asset
Nexgen Capital
The New York Times
Vale (VALE3)
JBS (JBSS3)
MBRF (MBRF3)
Minerva (BEEF3)
Lugares
China
Brasil
Oriente