“Ninguém quer mais trabalhar”: pensão a vítima de violência gera discussão no TJ-BA
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) ampliou o valor e retirou o prazo fixo para a pensão de uma mulher vítima de violência doméstica, após um debate controverso entre desembargadores sobre o estímulo à "ociosidade" e a realidade do mercado de trabalho.
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25/03 às 17:25
Pontos principais
- O desembargador José Reginaldo Costa expressou preocupação em não estimular a "ociosidade" ao analisar a pensão para uma vítima de violência doméstica.
- A mulher foi impedida de trabalhar pelo ex-marido por dez anos e vive de favor com o filho.
- O relator do caso propôs pensão provisória de um salário mínimo por 12 meses, mas o voto foi contestado.
- Desembargadores divergiram sobre o valor e a duração da pensão, com Rosita Falcão defendendo um valor maior e sem prazo fixo.
- José Reginaldo e Francisco Oliveira Bispo argumentaram contra a ampliação, mencionando a realidade do mercado de trabalho em Guanambi e a necessidade de a mulher "lutar e ir em frente".
- Apesar das divergências, o TJ-BA decidiu ampliar a pensão para três salários mínimos e remover o prazo fixo, mantendo o benefício até a reinserção da mulher no mercado de trabalho.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
José Reginaldo Costa (desembargador)Rosita Falcão (desembargadora)Francisco Oliveira Bispo (magistrado)
Organizações
Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA)Câmara Cível do Tribunal de Justiça da BahiaTV Bahia
Lugares
GuanambiBahia
