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Na Rússia, o humilde pepino se torna símbolo da inflação em tempos de guerra

Na Rússia, o preço dos pepinos dobrou, tornando-se um símbolo da inflação em tempos de guerra e gerando descontentamento entre consumidores e políticos, que buscam explicações e soluções para a alta dos custos de alimentos e outros bens.

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17/02 às 12:46

Pontos principais

  • O preço dos pepinos na Rússia dobrou desde dezembro, atingindo mais de 300 rublos (US$ 3,91) o quilo, com relatos de valores ainda maiores nas redes sociais.
  • A alta dos preços do pepino irritou consumidores e políticos, levando o órgão regulador antimonopólio a questionar produtores e varejistas.
  • Políticos, incluindo Sergei Mironov, criticaram a explicação do Ministério da Agricultura sobre a sazonalidade, comparando a situação aos preços das batatas no ano anterior.
  • Apesar das garantias de queda de preços com a chegada do tempo mais quente, a situação reflete um aumento geral de 2,1% nos preços desde o início do ano, impulsionado por um aumento no imposto sobre valor agregado.
  • A inflação anual prevista pelo Banco Central é de até 5,5%, e a população também reclama do aumento nas contas de luz, gás, gasolina e outros custos, em meio à desaceleração econômica pós-guerra na Ucrânia.
  • Alguns supermercados na Sibéria estão limitando a compra de pepinos, e jornais distribuíram sementes para incentivar o cultivo doméstico.
  • Partidos como Rússia Justa e Partido Comunista sugeriram limitar a margem de lucro dos varejistas em alimentos básicos, enquanto um parlamentar governista tentou minimizar o problema.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Sergei Mironov (líder parlamentar do partido Rússia Justa)Yevgeny Popov (parlamentar do partido governista)Svetlana

Organizações

Rússia UnidaMinistério da AgriculturaRússia JustaBanco CentralPartido ComunistaDuma

Lugares

MoscouRússiaSibériaUcrânia