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Na crise, proteger a carteira ficou caro demais — e gestores preferiram andar leve

A proteção de carteiras de ações no Brasil é estruturalmente cara devido à dificuldade de aluguel de ações, especialmente por investidores estrangeiros, levando gestores a reduzir posições em vez de comprar proteção, e a diversificação se torna a principal estratégia para mitigar riscos.

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25/03 às 17:44

Pontos principais

  • A proteção de carteiras de ações no Brasil é considerada cara e ineficiente devido a limitações estruturais do mercado de derivativos.
  • Metade da bolsa brasileira está em mãos de investidores estrangeiros que, por regra, não podem alugar suas ações, dificultando a venda a descoberto e encarecendo as opções de venda.
  • A volatilidade implícita dos ativos brasileiros é inflacionada por essa questão estrutural, não apenas por estresse conjuntural.
  • Gestores optaram por reduzir posições e andar mais leves durante a crise, em vez de pagar caro por proteção, mantendo convicção sobre a direção dos mercados.
  • Uma alternativa para contornar o problema é externalizar a operação, usando ADRs nos EUA para vendas a descoberto.
  • A diversificação entre fundos com estratégias diferentes é apontada como a única proteção eficaz e acessível para investidores.
  • O mercado de fundos long short, antes com listas de espera, agora está totalmente aberto para captação, indicando uma mudança no humor dos investidores.

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