Morta há 50 anos, Zuzu Angel usou a maternidade como arma política
O artigo relembra os 50 anos do assassinato da estilista Zuzu Angel, que transformou sua maternidade e sua arte em uma poderosa arma política contra a ditadura militar brasileira, após a morte de seu filho Stuart Angel.
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14/04 às 08:32
Pontos principais
- Zuzu Angel foi assassinada há 50 anos em um atentado forjado como acidente, após denunciar publicamente a ditadura militar brasileira.
- Seu filho, Stuart Edgard Angel, militante do MR8, foi preso, torturado e morto em 1971 pelo Cisa.
- Zuzu utilizou a maternidade como linguagem política, sensibilizando a opinião pública e expondo a violência do regime, uma estratégia comum entre mães de desaparecidos na América do Sul.
- A estilista, com sua fama e articulações internacionais, levou as denúncias para fora do Brasil, buscando apoio nos EUA e organismos internacionais.
- Ela incorporou símbolos de denúncia em suas coleções de moda, transformando desfiles em manifestações políticas contra a repressão.
- A Comissão Nacional da Verdade confirmou em 2014 que a morte de Zuzu foi um assassinato causado pelo Estado, e sua certidão de óbito foi retificada.
- O legado de Zuzu Angel é um símbolo de resistência e demonstra que a luta contra regimes autoritários pode se manifestar de múltiplas formas, incluindo a arte e a cultura.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Zuzu Angel (estilista)Stuart Edgard Angel (militante)Cristina Scheibe Wolff (historiadora, professora da UFSC)Hildegard Angel (jornalista, filha de Zuzu)Emílio Garrastazu MédiciErnesto GeiselNorman Angel JonesHenry Kissinger (secretário de Estado dos Estados Unidos)
Organizações
MR8Centro de Informações da Aeronáutica (Cisa)Mães da Praça de MaioUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC)Comissão Nacional da VerdadeNestlé
Lugares
Rio de JaneiroTúnel Dois IrmãosAmérica do SulArgentinaBrasilChileUruguaiParaguaiBolíviaCurveloEstados Unidos
