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Master faturou mais com revenda de consignados do que com juros de empréstimos em 2024, apontam dados da Receita

Dados da Receita Federal revelam que o Banco Master faturou mais com a revenda de operações de crédito consignado do CredCesta do que com os juros dos empréstimos em 2024, levantando questões sobre a estratégia do banco e a relação com a privatização da Ebal na Bahia.

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13/04 às 04:00

Pontos principais

  • Em 2024, o Banco Master obteve R$ 1,6 bilhão com a revenda de operações de crédito consignado do CredCesta, superando os R$ 709 milhões em juros dos empréstimos.
  • Entre 2022 e 2024, a receita com a venda da carteira do CredCesta foi de R$ 2,4 bilhões, contra R$ 1,9 bilhão gerado pelas operações de empréstimo.
  • As informações foram enviadas pela Receita Federal à CPI que investiga o crime organizado, indicando que o banco de Daniel Vorcaro apostava no ágio da revenda.
  • O CredCesta, um cartão de benefício consignado para servidores públicos, foi a porta de entrada do Banco Master para essa modalidade de crédito.
  • A privatização da Ebal em 2018, que incluía o CredCesta, foi comandada por Rui Costa e Jaques Wagner, e permitiu a expansão do negócio para além da finalidade original.
  • Documentos internos do BRB indicam que, na época da possível compra do Banco Master, a equipe técnica já sabia que parte das carteiras de crédito consignado não tinha lastro.
  • Carteiras de crédito consignado da Tirreno foram compradas pelo Master por R$ 6,3 bilhões e repassadas ao BRB por R$ 11,5 bilhões.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Daniel VorcaroAugusto Lima (empresário)Rui Costa (ministro da Casa Civil)Jaques Wagner (líder do governo no Senado)

Organizações

Banco MasterReceita FederalComissão Parlamentar de Inquérito (CPI)CredCestaPolícia FederalBanco Regional de Brasília (BRB)PT da BahiaEmpresa Baiana de Alimentos (Ebal)Tirreno

Lugares

Bahia