Mapa de Risco: custo de vida vira eixo central da eleição — mais do que PIB e emprego
O custo de vida e o endividamento das famílias se tornam o eixo central da eleição de 2026, superando indicadores macroeconômicos positivos na percepção do eleitor, segundo análise do programa Mapa de Risco do InfoMoney.
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10/04 às 06:30
Pontos principais
- Apesar da melhora em indicadores macroeconômicos como PIB e emprego, o custo de vida é o principal fator que molda o humor do eleitor para 2026.
- Sila Schumann, CEO do Instituto Ideia, destaca que o eleitor não percebe as entregas econômicas do governo, sentindo que o dinheiro não acompanha as despesas.
- O endividamento das famílias brasileiras atingiu um recorde de 80,4% em março, impactando diretamente a capacidade de consumo.
- A pressão do orçamento doméstico por despesas recorrentes reduz a margem para consumo e investimento pessoal, alterando a avaliação do governo pelo eleitor.
- Para grupos menos alinhados politicamente, o custo de vida é ainda mais decisivo, com a eleição sendo definida pela pergunta: 'minha vida melhorou ou não melhorou'.
- O governo enfrenta o desafio de traduzir o crescimento econômico em uma percepção concreta de melhora na vida do brasileiro, com dificuldades em fazer as entregas econômicas serem percebidas.
- A estratégia governamental deve focar em medidas com impacto direto na renda e consumo, como renegociação de dívidas e ampliação de crédito.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Sila Schumann (CEO do Instituto Ideia)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Bárbara Baião (analista de política da XP)
Organizações
Instituto IdeiaInfoMoneyConfederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e TurismoXP
Lugares
Brasil
