Mais fundos de crédito têm problemas nos EUA. Há risco no Brasil?
Problemas em fundos de crédito privado nos EUA, com suspensão de resgates e aumento da inadimplência, levantam o questionamento sobre o risco de contágio para o mercado brasileiro de FIDCs, apesar das diferenças regulatórias e estruturais que conferem maior segurança ao Brasil.
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01/03 às 05:00
Pontos principais
- Fundos de crédito privado nos EUA, como Blue Owl, KKR e Apolo, enfrentam problemas como suspensão de resgates e aumento da inadimplência, gerando alerta para investidores.
- O caso da Blue Owl Capital Corp II (OBDC II) ilustra o desalinhamento entre ativos ilíquidos e promessas de liquidez trimestral para investidores de varejo.
- No Brasil, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) são o equivalente, mas possuem estrutura mais segura, majoritariamente fechada e com forte regulação da CVM (Resolução 175).
- A regulação brasileira proíbe a promessa ilusória de liquidez sobre ativos ilíquidos, diferentemente do que ocorreu nos EUA.
- Apesar da maior segurança, o Brasil já teve casos pontuais de problemas em FIDCs abertos ou com janelas de resgate curtas, como Fictor e Empirica.
- Especialistas destacam que o "private credit" americano difere do brasileiro, que se concentra em debêntures e títulos bancários, enquanto nos EUA foca em empresas de médio porte com baixa liquidez.
- Recomendações para investidores incluem exigir alinhamento de prazos, preferir veículos fechados e buscar transparência e sobregarantia.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Dan Kawa (economista e gestor)Gabriel Uarian (analista da Cultura Capital)Daniela Gamboa (Head de Crédito Privado e Imobiliário da SulAmérica Investimentos)
Organizações
Blue OwlKKRApoloFictor AssetCultura CapitalBlue Owl Capital Corp II (OBDC II)ApolloAresComissão de Valores Mobiliários (CVM)EmpiricaSulAmérica InvestimentosFirst Brands GroupTricolour HoldingsBanco CentralItaú Asset
Lugares
Estados UnidosBrasil
