Lula contrariou Casa Civil e cedeu a pedido de Boulos em revogação de decreto que previa concessão de rios
O presidente Lula revogou um decreto que previa a concessão de rios amazônicos à iniciativa privada, contrariando a Casa Civil e cedendo a pedidos de ministros como Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, após intensos protestos indígenas e repercussão negativa.
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24/02 às 00:00
Pontos principais
- Lula revogou o decreto de concessão dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins à iniciativa privada, após embates internos no governo.
- Ministros como Sônia Guajajara e Guilherme Boulos defenderam a revogação, enquanto Rui Costa, Carlos Fávaro, Silvio Costa Filho e Jorge Messias eram a favor da manutenção.
- A decisão de Lula contrariou a Casa Civil, o que tem sido incomum nos últimos meses.
- Discussões sobre o decreto se arrastavam por meses, com protestos de indígenas e ambientalistas na COP30 e na Amazônia.
- Lula foi alertado sobre a crescente pressão indígena e a repercussão negativa nas redes sociais, levando-o a decidir pela revogação após conversa com Boulos.
- Uma reunião no Palácio do Planalto confirmou a decisão, com Boulos e Guajajara anunciando a revogação à imprensa após a recusa dos indígenas em aceitar uma solução de meio-termo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente do Brasil)Sônia Guajajara (ministra dos Povos Indígenas)Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência)Rui Costa (ministro da Casa Civil)Carlos Fávaro (ministro da Agricultura)Silvio Costa Filho (ministro de Portos e Aeroportos)Jorge Messias (advogado-geral da União)
Organizações
Casa CivilMinistério dos Povos IndígenasSecretaria-Geral da PresidênciaMinistério da AgriculturaMinistério de Portos e AeroportosAdvocacia-Geral da UniãoPSOLPTPSDRepublicanosCOP30
Lugares
Coreia do SulTapajósMadeiraTocantinsAmazôniaPalácio do Planalto
