Lei da Anistia proposta por chavistas na Venezuela não inclui perdão 'graves violações' dos direitos humanos
O Parlamento da Venezuela debate uma proposta de Lei de Anistia, impulsionada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que abrange 27 anos de chavismo, mas exclui graves violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade, gerando temores de discricionariedade judicial.
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05/02 às 13:08
Pontos principais
- O Parlamento da Venezuela iniciou o debate sobre uma Lei de Anistia que cobre 27 anos de chavismo.
- A proposta, da presidente interina Delcy Rodríguez, exclui crimes como graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas.
- Especialistas expressam preocupação com a vagueza do texto, que poderia permitir discricionariedade do Judiciário, já acusado de servir ao chavismo.
- A exclusão de certos crimes está em conformidade com a Constituição venezuelana, que proíbe anistia para tais delitos.
- O Tribunal Penal Internacional investiga possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Venezuela desde 2017, durante o governo de Nicolás Maduro.
- A lei busca promover a reconciliação e a convivência democrática, segundo o texto de justificativa legislativa.
- A proposta surge em meio a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma facção da oposição, e após a libertação de centenas de presos políticos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Delcy Rodríguez (presidente interina da Venezuela)Nicolás Maduro (presidente)Cilia Flores (esposa de Nicolás Maduro)Jorge Rodríguez (presidente da Assembleia Nacional)María Corina Machado (prêmio Nobel da Paz)Hugo ChávezAlfredo Romero (diretor do Foro Penal)
Organizações
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Lugares
VenezuelaCaracasEstados Unidos
