Justiça mantém suspensão do imposto de exportação de petróleo
A Justiça manteve a suspensão da cobrança do imposto de exportação de petróleo para grandes petroleiras estrangeiras no Brasil, enquanto o governo planeja recorrer e defende a medida para custear subsídios e conter a alta dos combustíveis.
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10/04 às 12:42
Pontos principais
- O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou recurso da União e manteve a liminar que suspende o imposto de exportação de petróleo para petroleiras estrangeiras.
- A desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda justificou a decisão afirmando que o governo não demonstrou risco concreto na manutenção da suspensão.
- Petroleiras como Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec obtiveram decisões judiciais favoráveis, representando cerca de 20% da produção nacional de petróleo.
- A Petrobras, responsável por 60% da produção, ainda não contestou judicialmente o imposto.
- O imposto de 12% foi instituído pelo governo Lula para reduzir o impacto da alta dos preços internacionais do petróleo e combustíveis, em meio ao conflito no Oriente Médio.
- O governo pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e usar a arrecadação para custear subsídios ao diesel.
- Representantes de petroleiras alertam que as mudanças na política fiscal aumentam a percepção de risco para investimentos no Brasil.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Carmen Silvia Lima de Arruda (desembargadora)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia)
Organizações
Tribunal Regional Federal da 2ª RegiãoUniãoShellTotalEnergiesEquinorPetrogalRepsol SinopecAgência Nacional do Petróleo (ANP)PetrobrasMinistério de Minas e EnergiaAdvocacia-Geral da União (AGU)Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Lugares
Baía de GuanabaraNiteróiRio de JaneiroBrasilOriente MédioIrã
