Justiça mantém condenação da Volkswagen por trabalho escravo
O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) manteve a condenação da Volkswagen a pagar R$ 165 milhões por trabalho escravo contemporâneo praticado durante a ditadura militar na Fazenda Vale do Rio Cristalino, no Pará.
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24/02 às 15:06
Pontos principais
- O TRT8 confirmou a condenação da Volkswagen por trabalho escravo contemporâneo durante a ditadura militar.
- A montadora deverá pagar uma indenização de R$ 165 milhões, destinada a medidas de proteção a trabalhadores.
- O caso foi denunciado em uma ação civil pública pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
- A Volkswagen havia recorrido da decisão inicial, que foi mantida em segunda instância.
- Desembargadores destacaram o arquivamento de inquéritos policiais na época e a perseguição a opositores do regime militar com participação empresarial.
- A Fazenda Vale do Rio Cristalino, subsidiária da Volkswagen, recebeu incentivos fiscais e se tornou um grande polo agropecuário.
- A Volkswagen, que nega qualquer forma de trabalho forçado, afirmou que buscará segurança jurídica em instâncias superiores do Judiciário.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Otávio Bruno da Silva Pereira (juiz do TRT8)Carlos Zahlouth Júnior (desembargador e presidente da 4ª turma do TRT8)Alda Maria de Pinho Couto (desembargadora)
Organizações
VolkswagenTribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8)Ministério Público do Trabalho (MPT)Companhia Vale do Rio Cristalino Agropecuária Comércio e Indústria (CVRC)Ministério dos Direitos Humanos e da CidadaniaComissão Pastoral da Terra (CPT)Agência Brasil
Lugares
Fazenda Vale do Rio CristalinoSantana do Araguaia (PA)São Bernardo do Campo (SP)Brasil
