Justiça mantém condenação da Volkswagen por trabalho análogo à escravidão no Pará
A Justiça manteve a condenação da Volkswagen a pagar R$ 165 milhões por dano moral coletivo devido a trabalho análogo à escravidão ocorrido entre as décadas de 1970 e 1980 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, no Pará.
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24/02 às 14:51
Pontos principais
- A 4ª Turma do TRT da 8ª Região confirmou a condenação da Volkswagen por trabalho análogo à escravidão, com multa de R$ 165 milhões.
- O valor da indenização será destinado ao Funtrad/PA e a decisão também exige a adoção de políticas de direitos humanos e tolerância zero ao trabalho escravo.
- O caso ocorreu entre 1974 e 1986 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, no Pará, onde trabalhadores foram submetidos a servidão por dívida e condições degradantes.
- A Volkswagen informou que recorrerá da decisão, reafirmando seu compromisso com a Constituição Federal e os direitos humanos.
- O MPT baseou a ação em denúncias da Comissão Pastoral da Terra e relatórios que evidenciaram vigilância armada, alojamentos precários e falta de assistência médica.
- Trabalhadores, principalmente lavradores, eram aliciados e forçados a contrair dívidas, impedindo-os de deixar a fazenda.
- O empreendimento agropecuário da Volkswagen, com apoio da ditadura militar, visava a criação de gado na Amazônia.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Otavio Bruno da Silva Ferreira (juiz)Ricardo Rezende Figueira (padre)
Organizações
VolkswagenTribunal Regional do Trabalho da 8ª RegiãoMinistério Público do TrabalhoFundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno e de Erradicação do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo no Pará (Funtrad/PA)Comissão Pastoral da TerraMinistério Público FederalMinistério Público de São PauloSuperintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam)
Lugares
ParáSão Bernardo do Campo (SP)Fazenda Vale do Rio CristalinoSantana do AraguaiaMato GrossoGoiásTocantinsAmazôniaSão Paulo
