Juíza critica falta de reajuste salarial e reclama de gasto próprio com lanche e café
A presidente da ABMT, Cláudia Márcia de Carvalho Soares, criticou a ausência de reajuste salarial para magistrados e a supressão de benefícios, como o pagamento de lanche e café, durante audiência no STF sobre a suspensão de "penduricalhos" no serviço público.
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26/02 às 14:24
Pontos principais
- A juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares questionou a falta de reajuste anual para magistrados e reclamou de gastos próprios com lanche e café.
- As declarações ocorreram em audiência no STF para discutir decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam "penduricalhos" não previstos em lei.
- Cláudia criticou a supressão de benefícios, argumentando que juízes de primeiro grau não possuem as mesmas condições de trabalho que ministros, pagando por combustível, não tendo apartamento funcional, plano de saúde ou refeitório.
- Ela destacou que o salário bruto de R$ 46 mil para magistrados pode cair para pouco mais de R$ 20 mil após descontos, ampliando a diferença para ministros.
- A juíza defendeu a necessidade de equalizar as verbas pagas, criticando a fragmentação remuneratória entre a Justiça da União e a Justiça estadual.
- O STF retomará a audiência sobre os penduricalhos, com o entendimento de que a Constituição tem sido desrespeitada com remunerações acima do teto do funcionalismo.
- Gilmar Mendes determinou que verbas indenizatórias só podem ser pagas a membros do Judiciário e MP se previstas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional, estabelecendo um prazo de 60 dias para suspensão de pagamentos baseados em leis estaduais.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Cláudia Márcia de Carvalho Soares (presidente da ABMT, juíza do Trabalho aposentada)Flávio Dino (ministro)Gilmar Mendes (ministro)Edson Fachin (presidente do STF)
Organizações
Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT)Supremo Tribunal Federal (STF)Congresso NacionalMinistério Público
Lugares
Rio de Janeiro
