Juiz de Fora: para sobreviventes, sistema de alertas não funcionaram
Sobreviventes e especialistas de Juiz de Fora criticam a ineficácia do sistema de alertas e a falta de um plano de contingência claro para a população durante as fortes chuvas que causaram dezenas de mortes e desabrigados na cidade.
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27/02 às 19:15
Pontos principais
- Sobreviventes e especialistas da UFJF cobram um plano de contingência e alertas mais eficazes da prefeitura de Juiz de Fora após chuvas extremas.
- As chuvas resultaram em mais de 60 mortos e milhares de desabrigados, sendo o Jardim Parque Burnier uma das áreas mais atingidas.
- Moradores como Danilo Frates afirmam não ter recebido avisos ou sirenes de alerta, percebendo os deslizamentos apenas visualmente.
- Especialistas sugerem aprimorar a comunicação, organizar rotas de fuga e abrigos, e considerar a realocação habitacional em áreas de alto risco.
- A secretária Cidinha Louzada defende o sistema de alerta por celular, mas reconhece a dificuldade em fazer as pessoas deixarem suas casas e a burocracia em obras de contenção.
- Juiz de Fora é a nona cidade no país em risco de desastre geológico, com monitoramento constante em áreas de risco mais grave.
- A prefeitura tem obras de contenção em andamento e planeja a construção de um pôlder para mitigar enchentes, enquanto o volume de chuvas registrado foi o maior em 30 anos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Danilo Frates (pedreiro)Miguel Felippe (professor do Departamento de Geociências da UFJF)Jordan de Souza (professor do Departamento de Transportes e Geotecnia da UFJF)Cidinha Louzada (secretária de Desenvolvimento Urbano e Participação Popular de Juiz de Fora)
Organizações
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Prefeitura de Juiz de ForaDefesa CivilAgência BrasilMinistério das CidadesNovo PacDefesa Civil Nacional
Lugares
Juiz de ForaJardim Parque BurnierZona da Mata mineiraBrasilIndustrial
