Histórias em quadrinhos podem ajudar no debate racial em sala de aula
Um estudo da doutoranda Fernanda Pereira da Silva, da UFF, demonstra como graphic novels podem ser ferramentas eficazes para promover o debate e a educação antirracista na formação de futuros professores, abordando a lacuna na discussão sobre racismo nas escolas brasileiras.
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22/02 às 10:36
Pontos principais
- A doutoranda Fernanda Pereira da Silva pesquisou o uso de graphic novels para promover a educação antirracista na formação de professores.
- O estudo, desenvolvido na UFF, visa fortalecer o debate étnico-racial em sala de aula, especialmente na formação inicial de docentes.
- A pesquisa revelou que escolas abordam o racismo principalmente no Mês da Consciência Negra, negligenciando o tema no restante do ano.
- A Lei 10.639/2003, que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira, não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros.
- Fernanda propõe o uso de HQs, como as que contam a história de Carolina Maria de Jesus, como uma forma atrativa de abordar o racismo.
- A professora Walcéa Barreto Alves destaca a importância de apresentar personagens negros com protagonismo e uma perspectiva decolonial.
- As HQs são consideradas ferramentas valiosas por sua leveza e capacidade de aprofundar discussões complexas sobre racismo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fernanda Pereira da Silva (doutoranda e professora)Walcéa Barreto Alves (professora da Faculdade de Educação da UFF)Carolina Maria de Jesus (escritora)
Organizações
Universidade Federal Fluminense (UFF)Agência BrasilUFRGSTV BrasilGeledés Instituto da Mulher NegraInstituto AlanaColégio Estadual Júlia Kubitschek
Lugares
Brasil
