'Herançocracia': por que gerações atuais dependem mais do patrimônio dos pais para seu sucesso financeiro
15 de fevereiro, 2026 às 04:01
G1 - Economia
Resumo
O artigo explora o conceito de 'Herançocracia', onde o sucesso financeiro das gerações atuais depende mais do patrimônio familiar do que do próprio trabalho, contrastando com a ideia de meritocracia.
Pontos principais
- A historiadora britânica Eliza Filby, autora do livro 'Herançocracia', argumenta que pessoas com menos de 45 anos têm mais chances de adquirir bens com ajuda dos pais do que com a própria renda.
- O livro 'Inheritocracy' analisa como a fortuna dos baby boomers moldou o sistema econômico, impactando gerações posteriores.
- Filby define 'Herançocracia' como uma sociedade onde o acesso ao patrimônio familiar, e não o mérito individual, determina oportunidades e segurança.
- O conceito de meritocracia, originalmente uma sátira de Michael Young, foi mal interpretado e se tornou um ideal, gerando frustração nas gerações atuais.
- A autora destaca que o 'banco da mamãe e do papai' se tornou uma fonte de estabilidade devido à retirada do Estado e à disfunção do mercado em áreas essenciais como moradia e educação.
- A solidariedade familiar aumentou em todos os níveis de renda, mas a dependência do patrimônio familiar cria desvantagens para aqueles sem essa rede de apoio.
- A 'Herançocracia' reconfigura escolhas de parceiros e a percepção de segurança, com a compatibilidade financeira se tornando um fator central para a Geração Z.
Entidades mencionadas
Pessoas
Eliza Filby (historiadora britânica, autora de 'Inheritocracy')
Amol Rajan (apresentador do podcast Radical, da BBC Rádio 4)
Michael Young (sociólogo britânico)
Organizações
BBC
BBC Rádio 4
g1
Lugares
Reino Unido
