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Gestão do caixa fica fora de métricas de remuneração e aplicação de IA

Um levantamento da KPMG revela que, apesar de reconhecerem a importância da gestão de caixa, diretores financeiros enfrentam um descompasso entre discurso e prática, com baixa adoção de IA e incentivos desalinhados, dificultando a melhoria do capital de giro nas empresas.

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27/03 às 06:30

Pontos principais

  • A maioria dos diretores financeiros (93%) vê espaço para melhorar a gestão de capital de giro, mas apenas um terço das empresas conseguiu reduzir a necessidade de liquidez imediata.
  • Contas a receber são apontadas por 42% como a variável mais crítica do ciclo de caixa, indicando oportunidades de melhoria na gestão de prazos e cobrança.
  • A complexidade operacional é um desafio, com 23% das empresas lidando com mais de 20 prazos diferentes de recebimento e 48% realizando pagamentos diariamente.
  • A aplicação de inteligência artificial na gestão de caixa é baixa, com 72% das empresas não a utilizando efetivamente e apenas 2% a integrando no dia a dia.
  • Métricas de geração de caixa são incluídas no bônus executivo por 65% das empresas, mas apenas 42% consideram esses indicadores relevantes, limitando a transformação do capital de giro em uma agenda transversal.
  • Francisco Clemente da KPMG destaca um gap entre a importância percebida e a maturidade na implementação de práticas estruturadas, com soluções paliativas prevalecendo sobre uma cultura de caixa de longo prazo.
  • CFOs priorizariam tecnologia, redução de dívida e reforço de liquidez se pudessem liberar caixa hoje.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Francisco Clemente (sócio do time de reestruturação da KPMG)

Organizações

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