Gastos administrativos da máquina pública atingem maior valor em 9 anos em 2025
Os gastos administrativos da máquina pública brasileira atingiram R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor em nove anos, pressionando o orçamento e limitando investimentos devido ao crescimento dos gastos obrigatórios e às regras do arcabouço fiscal.
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03/02 às 03:00
Pontos principais
- Os gastos administrativos para manter a máquina pública somaram R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior patamar em nove anos, corrigidos pela inflação.
- Essas despesas foram elevadas nas gestões de Dilma Rousseff, diminuíram nos governos Temer e Bolsonaro, e voltaram a crescer no terceiro mandato de Lula.
- As despesas administrativas incluem água, energia, telefone, serviços de limpeza, vigilância, combustíveis, TI, aluguel, diárias e serviços bancários.
- Os gastos administrativos são considerados despesas livres e estão sujeitos ao limite de crescimento de 2,5% ao ano do arcabouço fiscal.
- Gastos obrigatórios, como previdência e salários de servidores, crescem acima de 2,5% e comprimem o espaço para investimentos e outras despesas livres.
- O governo tem uma margem de R$ 129,2 bilhões para gastos livres em 2026, mas mais de R$ 70 bilhões são alocados para despesas administrativas, reduzindo o espaço para outras áreas.
- Especialistas preveem um ano difícil para a execução de despesas discricionárias em 2026 devido às despesas obrigatórias e ao calendário eleitoral.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Dilma RousseffMichel TemerJair BolsonaroLuiz Inácio Lula da SilvaJeferson Bittencourt (ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA)Marcus Pestana (diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI))
Organizações
Secretaria do Tesouro NacionalMinistério do Planejamento, Orçamento e GestãoCNPqCapesASAInstituição Fiscal Independente (IFI)Senado Federal
Lugares
Brasil
