Galípolo diz que razão do juro alto no Brasil é mais estrutural do que conjuntural
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, argumenta que a alta taxa de juros no Brasil é um problema estrutural, não conjuntural, e destaca a anomalia de juros elevados com baixo desemprego e crescimento econômico, além de criticar a alta inadimplência no cartão de crédito.
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10/04 às 16:11
Pontos principais
- Gabriel Galípolo, presidente do BC, afirmou que a alta taxa de juros no Brasil é um problema estrutural, não conjuntural.
- Ele comparou a situação atual com desafios históricos da economia brasileira, como a industrialização e a inflação nos anos 70 e 80.
- Galípolo questiona a anomalia de juros de 14,75% com crescimento econômico, desemprego mínimo e inflação fora da meta.
- Ele sugere que o desafio atual é normalizar a política monetária no Brasil, que exige "doses cavalares" de remédio.
- O presidente do BC criticou a alta inadimplência no cartão de crédito (60%), comparando-a a um avião que cai frequentemente.
- Galípolo ressaltou que muitos brasileiros não consideram o limite do cartão de crédito como dívida, mas como renda disponível para emergências.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central)
Organizações
Banco Central (BC)FEA-USP
Lugares
Brasil
