Fundos de recebíveis começam ano com forte procura. Especialistas explicam motivos
13 de fevereiro, 2026 às 05:00
InfoMoney
Resumo
Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) iniciam o ano com forte demanda, impulsionados pela procura de investidores e pela necessidade de capital de giro das empresas, com especialistas apontando fatores como a busca por maior rentabilidade e a familiaridade crescente com o instrumento.
Pontos principais
- O volume de FIDCs emitidos cresceu 9,5% no ano passado, atingindo R$ 90,7 bilhões, e a procura continua forte em 2026.
- A Listo, fintech de crédito, captou R$ 1 bilhão em um FIDC, mais que o dobro de seu maior fundo anterior, demonstrando o apetite do mercado.
- O perfil do investidor de FIDCs mudou, com grandes gestoras e bancos demonstrando interesse devido à qualidade das emissões e às taxas de juros atrativas.
- Fatores como a menor rentabilidade de outros ativos de renda fixa, a necessidade de alocação de fundos e a nova tributação de dividendos contribuem para a alta demanda por FIDCs.
- A maior familiaridade dos investidores com o produto e a busca por alternativas com maior retorno em um mercado com spreads apertados impulsionam o crescimento dos FIDCs.
- FIDCs servem como porta de entrada para pequenas e médias empresas se financiarem a custos menores, oferecendo rentabilidade maior aos investidores.
- A expectativa é que o patrimônio dos FIDCs atinja R$ 1 trilhão entre abril e maio de 2026, com o produto ganhando espaço entre investidores institucionais e, futuramente, no varejo.
Entidades mencionadas
Pessoas
Olavo Cabral Netto (CEO e fundador da Listo)
Guilherme Maranhão (presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima)
Leandro Turaça (sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos)
Organizações
Listo
B3
Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais)
Ouro Preto Investimentos
