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FMI diz que Bolsa Família não desencoraja mulheres no mercado de trabalho

O FMI avalia que o programa Bolsa Família não desencoraja sistematicamente a participação feminina no mercado de trabalho, mas aponta a disparidade salarial e a necessidade de apoio para mães com filhos pequenos como fatores que afetam a inserção das mulheres.

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11/02 às 19:37

Pontos principais

  • O FMI concluiu que o Bolsa Família não reduz sistematicamente a participação de mulheres na força de trabalho no Brasil.
  • Exceção é notada para mulheres com crianças de até seis anos, onde o benefício pode estar associado a menor participação feminina.
  • Mulheres no Brasil recebem salários mensais 22% inferiores aos homens, mesmo considerando fatores como escolaridade e cargo.
  • Essa disparidade salarial pode levar mulheres, beneficiárias ou não do Bolsa Família, a preferir cuidar dos filhos em casa.
  • A recuperação pós-pandemia deixou as mulheres para trás em relação aos homens na taxa de desemprego.
  • Reduzir pela metade a diferença na participação de homens e mulheres no mercado de trabalho até 2033 poderia elevar o crescimento anual do Brasil em 0,5 ponto percentual.
  • O FMI sugere ajustes nas regras do Bolsa Família, ampliação de creches e serviços de assistência a idosos, e a implementação da Lei da Igualdade Salarial para reduzir a desigualdade.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Bunyada Laoprapassorn (economista)

Organizações

Fundo Monetário Internacional (FMI)

Lugares

Brasil