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“Fiz uma gambiarra”: diálogo agrava caso de juiz envolvido na soltura de líder do PCC

A decisão que soltou um líder do PCC em 2020, que resultou na aposentadoria compulsória do desembargador Divoncir Schereiner Maran, é agravada por diálogos internos que indicam irregularidades e suspeitas de corrupção.

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17/02 às 17:55

Pontos principais

  • O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aposentou compulsoriamente o desembargador Divoncir Schereiner Maran pela soltura de Gerson Palermo, líder do PCC.
  • Mensagens internas do gabinete do desembargador revelam desconforto e a percepção de irregularidade na decisão, com um servidor mencionando ter feito uma "gambiarra".
  • Gerson Palermo, condenado a quase 126 anos, foi solto em domiciliar em abril de 2020 e fugiu horas depois.
  • A defesa de Palermo alegou risco pela pandemia de Covid-19, mas o CNJ considerou a idade insuficiente para justificar a medida, dado seu histórico criminal.
  • O desembargador Maran também é alvo da Operação Ultima Ratio, que investiga a comercialização de decisões judiciais e movimentações financeiras incompatíveis com sua renda.
  • O relator do processo disciplinar no CNJ, João Paulo Schoucair, concluiu que a conduta do desembargador violou deveres da magistratura.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Divoncir Schereiner Maran (desembargador)Gerson PalermoJoão Paulo Schoucair (conselheiro)

Organizações

PCCConselho Nacional de JustiçaG1VaspTribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Lugares

Mato Grosso do Sul