Ex-comandante da Marinha, Almir Garnier pede ao STM para manter posto militar
O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, defende-se no Superior Tribunal Militar contra a perda de seu posto e patente, argumentando que sua condenação por tentativa de golpe não implica a perda automática e que não há provas concretas de sua participação em atos ilícitos.
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10/03 às 01:06
Pontos principais
- Almir Garnier Santos apresentou defesa ao STM para manter seu posto militar, contestando a representação de indignidade e incompatibilidade com o oficialato.
- A defesa argumenta que a condenação criminal do STF não gera perda automática do posto e patente, exigindo um juízo ético independente do STM.
- O Ministério Público Militar havia solicitado a perda do cargo de Garnier, condenado a 24 anos de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
- A defesa alega que a acusação da PGJM é genérica, sem apontar ordens, planejamento ou mobilização ilícita por parte do ex-comandante.
- Sustenta que a participação em reuniões presidenciais era dever funcional e que a assinatura de documentos coletivos não prova intenção criminosa.
- O documento de 21 páginas rebate supostas violações ao Estatuto dos Militares, citando a ausência de manifestações falsas, desvio de finalidade ou insubordinação.
- A defesa reforça que não há ligação direta entre a conduta de Garnier e os eventos de 8 de janeiro de 2023, destacando seu histórico impecável na Marinha.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha)Luiz Fux (ministro)Mauro CidAlexandre Ramagem
Organizações
Superior Tribunal Militar (STM)Supremo Tribunal Federal (STF)Ministério Público MilitarProcuradoria-Geral da Justiça Militar (PGJM)MarinhaPresidência da RepúblicaMinistério da Defesa
Lugares
Distrito Federal
