EUA ampliam combate ao ‘turismo de nascimento’ e miram possíveis fraudes
A administração Trump intensifica o combate ao 'turismo de nascimento' nos EUA, visando fraudes em pedidos de visto e buscando restringir a cidadania automática para bebês nascidos em solo americano, com novas diretrizes de fiscalização e ações judiciais.
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11/04 às 09:29
Pontos principais
- A administração Trump planeja intensificar a fiscalização contra redes que auxiliam mulheres grávidas a fraudar pedidos de visto para garantir cidadania americana para seus bebês.
- O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) lançou uma nova “Iniciativa de Turismo de Nascimento” para expor casos de fraude e desarticular redes de facilitação organizada.
- A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que o turismo de nascimento representa um custo para os contribuintes e ameaça a segurança nacional.
- Uma regulamentação de 2020 proíbe o uso de vistos temporários com o objetivo principal de obter cidadania americana para um recém-nascido, e os envolvidos podem ser processados por fraude.
- Não há números oficiais sobre o turismo de nascimento, mas estimativas de 2020 indicam entre 20.000 e 25.000 mães viajando aos EUA para esse fim entre 2016 e 2017.
- Trump emitiu uma ordem executiva em seu primeiro dia de mandato para não reconhecer a cidadania de crianças nascidas no país se nenhum dos pais for cidadão ou residente legal, mas a ordem foi bloqueada por juízes federais e está na Suprema Corte.
- O procurador-geral D. John Sauer argumenta que a cidadania automática encoraja o turismo de nascimento e cria cidadãos americanos sem laços significativos com o país.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos EUA)Anna Kelly (porta-voz da Casa Branca)D. John Sauer (procurador-geral dos EUA)
Organizações
Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE)ReutersCasa BrancaDepartamento de Segurança Interna dos EUA (DHS)Center for Immigration StudiesSuprema Corte
Lugares
Estados UnidosBase Conjunta AndrewsMaryland
