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Engie avalia minerar bitcoin em maior usina solar do grupo após perdas no Brasil

A Engie está considerando instalar baterias ou data centers para mineração de bitcoin em sua maior usina solar no Brasil, Assú Sol, como uma forma de mitigar as perdas causadas por cortes de geração de energia no setor renovável brasileiro.

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23/02 às 15:37

Pontos principais

  • A Engie avalia a instalação de baterias ou data centers para mineração de bitcoin em seu complexo solar Assú Sol, no Rio Grande do Norte.
  • O complexo Assú Sol, com 753 MW de capacidade, é a maior usina solar da Engie globalmente e representa um investimento de R$3,3 bilhões.
  • A medida visa reduzir os cortes de geração de energia (curtailments) que têm impactado negativamente o retorno do projeto e o setor de energias renováveis no Brasil.
  • Os cortes de geração são um problema crescente devido à sobreoferta de energia renovável no país, impulsionada por incentivos e o 'boom' da geração distribuída solar.
  • Eduardo Sattamini, da Engie, afirmou que a solução de mineração de bitcoin não é de curto prazo e levará alguns anos para ser implementada.
  • A Engie não planeja novos investimentos em capacidade solar no Brasil até que as distorções do mercado de geração sejam corrigidas.
  • A empresa busca compradores para a energia excedente e acordos para viabilizar a mineração de bitcoin como forma de criar demanda local.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Eduardo Sattamini (country manager da Engie no Brasil)Letícia FucuchimaFabio Teixeira

Organizações

EngieEngie Brasil EnergiaReutersOperador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

Lugares

São PauloRio de JaneiroBrasilRio Grande do NorteAssú Sol