Em marcha, indígenas revelam orgulho de erguer faixas e bandeiras
Indígenas de diversas etnias marcham em Brasília durante o Acampamento Terra Livre, expressando orgulho em lutar por seus direitos, demarcação de terras, proteção contra mineração e por melhores políticas públicas em saúde e educação.
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10/04 às 08:28
Pontos principais
- Indígenas de todo o país, incluindo Claudia Kaxinawá do povo Huni Kuim, marcharam em Brasília durante o Acampamento Terra Livre.
- A manifestação teve como pauta principal a proibição da exploração de empresas mineradoras em terras indígenas, com faixas como "Congresso: escolha entre a vida e o ouro".
- Lideranças como Sara Lima (pataxó) denunciaram os impactos de projetos como Belo Sun e Belo Monte, que afetam fauna, flora e a subsistência de comunidades.
- Os participantes também reivindicaram políticas públicas para saneamento, abastecimento de água e saúde mental, como destacado por Naron da Silva (tupi).
- A educação foi outra pauta importante, com pedidos por mais unidades de ensino e faculdades, exemplificado pela estudante Marilene de Jesus (Gueguês).
- Ao final da marcha, os indígenas entregaram cartas ao Executivo e ao Itamaraty, cobrando celeridade nas demarcações de terra e propondo áreas livres de exploração de petróleo e gás.
- A 22ª edição do Acampamento Terra Livre reuniu cerca de 8 mil pessoas em Brasília.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Claudia Kaxinawá (trabalhadora rural)Sara Lima (liderança indígena)Naron da Silva (agente de saneamento)Marilene de Jesus (estudante)
Organizações
Congresso NacionalBelo SunItamaratyAgência BrasilInstituto Federal do Piauí (IFPI)
Lugares
Tarauacá (AC)BrasíliaEsplanada dos MinistériosVolta Grande do XinguMato GrossoAldeia TapiremaPiaçagueraPeruíbe (SP)Itanhaém (SP)Mata AtlânticaUruçuí (PI)
