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Crise dos solteiros, mulheres 'sobrando' e 'taxa das camisinhas': por que a aposta da China num baby boom fracassou

A China enfrenta uma crise demográfica com a taxa de natalidade em seu nível mais baixo desde 1949, apesar dos esforços governamentais para incentivar o aumento de nascimentos, resultando em desafios socioeconômicos e um desequilíbrio de gênero.

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01/03 às 06:01

Pontos principais

  • A taxa de natalidade da China atingiu um novo recorde de baixa, com 5,63 nascimentos por mil habitantes em 2025, o menor nível desde 1949.
  • A população total da China diminuiu em cerca de 3,4 milhões de habitantes no último ano, com o número de mortes superando os nascimentos pelo quarto ano consecutivo.
  • A política do filho único (1979-2016) e suas sucessoras (dois e três filhos) não conseguiram reverter a tendência de queda na natalidade, que já vinha ocorrendo desde os anos 1970.
  • O desequilíbrio de gênero, causado por abortos seletivos de fetos femininos, gerou uma "crise de solteiros" com milhões de homens sem parceiras.
  • Mulheres com alto nível de educação optam por casar mais tarde ou não casar, impactando ainda mais a taxa de natalidade.
  • Incentivos financeiros e medidas controversas, como um imposto sobre contraceptivos, não foram eficazes para mudar o comportamento da população, que cita custos e dificuldades na criação dos filhos.
  • A China corre o risco de envelhecer antes de enriquecer, o que pode esgotar a força de trabalho, enfraquecer a demanda dos consumidores e impactar a economia global.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Deng Xiaoping (líder chinês)Kerry Brown (professor de estudos chineses)Millie (controladora de tráfego aéreo)Li Hongfei (diretor de companhia de produção de vídeos)

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