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CPI recorre de decisão de Gilmar sobre fundo que comprou ações de Toffoli em resort

A CPI do Crime Organizado recorreu da decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen, envolvido na compra de ações de um resort que pertencia à família do ministro Dias Toffoli.

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24/03 às 11:13

Pontos principais

  • A CPI do Crime Organizado recorreu da decisão de Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen.
  • O fundo Arleen comprou em 2021 a parte da empresa Maridt no resort Tayayá, no Paraná, empresa que tinha o ministro Dias Toffoli e sua família como sócios/administradores.
  • O fundo Arleen era gerido pela Reag, liquidada pelo Banco Central, e tinha como cotista o fundo Leal, de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A CPI argumenta que a decisão de Gilmar Mendes afronta o direito constitucional de investigação das comissões parlamentares de inquérito.
  • A advocacia do Senado citou jurisprudências do STF que conferem autoridade às CPIs para determinar quebras de sigilo.
  • O requerimento da CPI foi aprovado em bloco, prática criticada por Gilmar Mendes, que defende a apreciação individualizada das quebras de sigilo.
  • A comissão pede a reforma da decisão para reconhecer a impossibilidade de controle jurisdicional sobre deliberações parlamentares que aprovam quebras de sigilo em bloco.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Gilmar Mendes (ministro do Supremo Tribunal Federal)Dias Toffoli (ministro do Supremo Tribunal Federal)Fabiano Zettel (empresário)Daniel Vorcaro (dono do Banco Master)

Organizações

CPI do Crime OrganizadoSupremo Tribunal Federal (STF)Fundo ArleenMaridtFundo LealBanco MasterReagBanco CentralSenado

Lugares

Paraná