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CPI quebra sigilo de fundo que comprou fatia de empresa de Toffoli em resort

A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen, que comprou a participação da empresa do ministro Dias Toffoli em um resort, buscando contornar a reversão da quebra de sigilo da empresa de Toffoli.

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18/03 às 18:58

Pontos principais

  • A CPI do Crime Organizado quebrou os sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen, que adquiriu a parte da empresa Maridt, de Dias Toffoli, no resort Tayayá.
  • A medida visa obter informações após a reversão da quebra de sigilo da Maridt, por decisão do ministro Gilmar Mendes.
  • O senador Sergio Moro solicitou a quebra dos sigilos do Fundo Arleen para o período de fevereiro de 2021 a janeiro de 2026.
  • Documentos mostram que o Fundo Arleen comprou a fatia da Maridt por cerca de R$ 20 milhões em setembro de 2021, e seu único cotista é o Fundo Leal, de Fabiano Zettel.
  • Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), movimentou R$ 99,2 milhões em sete meses, valor considerado incompatível com sua capacidade financeira pelo Coaf.
  • Toffoli afirmou que a venda da Maridt ao Fundo Arleen ocorreu a valor de mercado e negou ter recebido valores de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.
  • A CPI também aprovou a convocação de Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Dias Toffoli (ministro do STF)Gilmar Mendes (ministro do STF)Sergio Moro (senador)Fabiano Zettel (empresário)Daniel Vorcaro (dono do Banco Master)André Mendonça (ministro do STF)Martha Graeff (influenciadora e ex-noiva de Vorcaro)Valdemar Costa Neto (presidente do PL)

Organizações

CPI do Crime OrganizadoFundo ArleenMaridtSTF (Supremo Tribunal Federal)Junta Comercial do ParanáFundo LealBanco MasterCoaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)O GloboReagPolícia FederalPLCPI do INSS

Lugares

ParanáTayayá