Consignado CLT completa um ano com R$ 84 bilhões emprestados e segue sem regulamentação do uso do FGTS como garantia
O crédito consignado para trabalhadores CLT completa um ano com R$ 84 bilhões emprestados, mas a regulamentação do uso do FGTS como garantia, prometida para reduzir os juros, ainda não foi implementada, mantendo as taxas mais altas que para servidores e aposentados.
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20/03 às 15:23
Pontos principais
- O crédito consignado CLT completa um ano com R$ 84 bilhões emprestados em novos contratos e R$ 117,1 bilhões considerando migrações.
- A expectativa inicial do governo era emprestar R$ 100 bilhões em três meses, mas o programa tem sido fundamental para a inclusão financeira, segundo o ministro Luiz Marinho.
- A regulamentação do uso do FGTS como garantia, prometida para baratear os juros, ainda não foi implementada, com previsão para este semestre.
- Sem a regulamentação do FGTS, a taxa de juros média do consignado CLT (3,85% ao mês em janeiro) é o dobro da cobrada para servidores públicos e aposentados.
- O governo não deve fixar teto para os juros do consignado ao setor privado, mas planeja notificar e suspender instituições com juros abusivos.
- Especialistas, como Fernanda Garibaldi da Zetta, destacam que a ausência de avanço na operacionalização das garantias limita o potencial do programa e a redução das taxas de juros.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Marinho (ministro do Trabalho)Fernanda Garibaldi (diretora executiva da Zetta)
Organizações
Ministério do TrabalhoZettaBanco CentralFebraban (Federação Brasileira de Bancos)
