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Como funcionam os programas que recuperam mensagens de celulares e são usados pela PF em investigações

A Polícia Federal utiliza programas avançados como Cellebrite, Greykey e o próprio IPED para acessar e recuperar dados de celulares apreendidos, incluindo mensagens apagadas, mesmo com os aparelhos bloqueados ou desligados, empregando técnicas como a Gaiola de Faraday e o chip off para garantir a integridade da investigação.

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09/03 às 14:43

Pontos principais

  • A Polícia Federal (PF) utiliza programas como Cellebrite e Greykey para acessar dados de celulares apreendidos, mesmo bloqueados ou desligados.
  • O IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), desenvolvido pela PF, permite varreduras rápidas e busca de informações em conversas e arquivos, inclusive extraindo texto de imagens.
  • Para preservar os dados, os dispositivos são colocados em recipientes que bloqueiam sinais externos, seguindo o conceito da Gaiola de Faraday, impedindo a exclusão remota.
  • A extração de dados deve ser feita rapidamente, pois alguns registros temporários, como senhas de bloqueio, facilitam o processo.
  • A técnica 'chip off' permite a extração de dados de celulares desligados ou danificados, desmontando componentes como o chip de memória.
  • Programas como Cellebrite e Greykey podem custar cerca de US$ 50 mil por ano em licenças.
  • O código-fonte do IPED está disponível publicamente desde 2019, incentivando melhorias colaborativas.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Wanderson Castilho (perito em segurança digital)Marcos Monteiro (presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense)

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