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Como dólar em queda pressiona reservas, mas alivia inflação e juros

A queda do dólar, embora impacte negativamente o valor contábil das reservas internacionais, alivia a inflação e abre espaço para a redução da taxa Selic, gerando economia significativa na dívida pública interna.

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15/04 às 05:00

Pontos principais

  • A queda do dólar tem um impacto duplo: negativo nas reservas internacionais (contábil) e positivo na economia real (inflação e juros).
  • Reservas internacionais, embora encolham no papel com a valorização do real, são um seguro contra crises e garantem a estabilidade do câmbio flutuante.
  • Um dólar mais barato reduz o custo de importados e ajuda a controlar a inflação, permitindo ao Banco Central cortar a taxa Selic.
  • A redução da Selic gera uma economia bilionária para o Tesouro Nacional, pois a maior parte da dívida interna é indexada aos juros básicos.
  • O custo de carregamento das reservas é alto, pois o Brasil paga juros elevados para manter ativos que rendem juros internacionais mais baixos.
  • A força do real em 2026 é impulsionada por avanços estruturais na balança comercial, não apenas por commodities, atuando como escudo contra pressões inflacionárias globais.

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Marcos Piellusch (professor de finanças da FIA Business School)Murilo Viana (especialista em finanças públicas)

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