Como ações, juros e dólar costumam se comportar em anos eleitorais no Brasil?
12 de fevereiro, 2026 às 14:28
InfoMoney
Resumo
A análise da XP Investimentos revela que a volatilidade nos ativos brasileiros em anos eleitorais é influenciada por fatores externos e domésticos, além do próprio pleito, com padrões distintos para ações, juros e dólar.
Pontos principais
- A volatilidade em anos eleitorais no Brasil nem sempre é causada diretamente pelo processo eleitoral, mas por choques globais, ruídos locais e mudanças no cenário eleitoral.
- O câmbio historicamente apresenta picos de volatilidade entre abril e julho, quando o risco eleitoral é precificado, e durante a campanha.
- A bolsa tende a ter movimentos concentrados no primeiro semestre e aumento da oscilação com a aproximação das eleições.
- O mercado de juros não mostra sazonalidade clara, sendo mais afetado por questões fiscais e expectativas de política econômica.
- Eventos como a crise da dívida grega (2010), a queda de popularidade de Dilma (2014), a greve dos caminhoneiros (2018) e a guerra na Ucrânia (2022) foram cruciais para a volatilidade em eleições passadas.
- Para 2026, a XP Investimentos prevê maior volatilidade devido à antecipação da discussão eleitoral, polarização e incerteza global.
- Eleições aumentam a sensibilidade dos ativos, mas raramente atuam de forma isolada, sendo a combinação de fatores a principal causa das oscilações.
Entidades mencionadas
Pessoas
Lula (então presidente)
Dilma Rousseff
Eduardo Campos
Marina Silva
Fernando Haddad
Jair Bolsonaro
Organizações
XP Investimentos
Petrobras
Banco do Brasil
Lugares
Brasil
Grécia
Rússia
Ucrânia
