Caso Master: decisão de Mendonça tenta blindar investigação de diretor da PF
20 de fevereiro, 2026 às 04:00
G1 Política
Resumo
O ministro André Mendonça, do STF, derrubou restrições anteriores e determinou a retomada de investigações no Caso Master, limitando o acesso de superiores hierárquicos da PF, incluindo o diretor-geral Andrei Rodrigues, às informações do inquérito para garantir o sigilo.
Pontos principais
- O ministro André Mendonça, do STF, restabeleceu o "fluxo ordinário" das apurações no Caso Master, derrubando restrições impostas por Dias Toffoli.
- A decisão visa limitar a influência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre as investigações.
- Mendonça determinou que apenas autoridades e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos tenham acesso às informações, com dever de sigilo profissional.
- A medida impede que superiores hierárquicos da PF, como o diretor-geral, acessem dados da investigação se não estiverem formalmente vinculados ao inquérito.
- A decisão é vista como um recado institucional para que o fluxo de informações em investigações sensíveis permaneça restrito à equipe responsável.
- Nos bastidores, a decisão reflete o incômodo de Mendonça com a percepção de que informações sensíveis estavam chegando ao comando da corporação.
- Andrei Rodrigues é próximo do presidente Lula e cotado para assumir um ministério, o que adiciona um contexto político à decisão.
Entidades mencionadas
Pessoas
André Mendonça (ministro do Supremo Tribunal Federal)
Dias Toffoli (ex-relator do caso Master)
Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal)
Daniel Vorcaro (dono do Banco Master)
Lula (presidente)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)
Polícia Federal (PF)
Banco Master
CPI do INSS
Agência Senado
