Caso Master: alvo de operação passou celular a amigo e saiu de casa antes da chegada de policiais; PF vê indícios de vazamento
A Polícia Federal encontrou indícios de que investigados em uma operação sobre desvio de recursos da Amprev para o Banco Master podem ter sido alertados previamente, com o principal alvo, Jocildo Silva Lemos, entregando um celular recém-habilitado e saindo de casa antes da chegada dos policiais.
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10/02 às 17:29
Pontos principais
- A Polícia Federal (PF) encontrou indícios de vazamento em uma operação que investiga a destinação de recursos da Amapá Previdência (Amprev) para o Banco Master.
- Jocildo Silva Lemos, diretor-presidente da Amprev e coordenador do Comitê de Investimentos, é apontado como o principal alvo e mentor intelectual das operações.
- Investigadores suspeitam que Jocildo teve ciência antecipada da busca e apreensão em sua casa.
- No dia da operação, Jocildo saiu de casa antes da chegada da PF e, ao retornar, entregou um celular recém-habilitado, sem histórico de uso.
- Jocildo alegou ter passado seu celular principal para um amigo, Mauro Júnior, que também trabalha na Amprev.
- A PF apreendeu o celular da esposa de Jocildo após identificar ligações de Mauro Júnior para ela pouco antes do início da operação.
- Os repasses do fundo de previdência do Amapá para o Banco Master somam cerca de R$ 400 milhões e foram realizados ignorando riscos e alertas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jocildo Silva Lemos (diretor-presidente da Amprev e coordenador do Comitê de Investimentos)Davi Alcolumbre (presidente do Senado)Mauro Júnior (procurador jurídico da Amprev)
Organizações
Polícia Federal (PF)Amapá Previdência (Amprev)Banco MasterJustiça FederalRede Amazônica
Lugares
Amapá
