Carne suína: USP aponta queda de preços por retração de compras pela indústria e incerteza de produtores devido ao conflito no Oriente Médio
A USP, através do Cepea, aponta queda nos preços do suíno vivo em fevereiro de 2026, influenciada pela retração da indústria e incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, apesar de uma elevação anterior no preço da carcaça suína.
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06/03 às 14:14
Pontos principais
- Os preços médios do suíno vivo caíram até 20% em fevereiro de 2026 em regiões produtoras de São Paulo, incluindo Piracicaba.
- A baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente é a principal causa da queda de preços.
- O conflito no Oriente Médio gera preocupações entre os produtores e exportadores, devido ao risco de fechamento de canais de escoamento e aumento de fretes.
- Em fevereiro, o suíno vivo foi negociado a uma média de R$ 6,91 o quilo, uma queda de mais de 16% em comparação com janeiro.
- A desvalorização atinge 20% em comparação com fevereiro de 2025.
- Em contraste, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% em fevereiro, atingindo R$ 13,20 o quilo.
- O segundo semestre de 2025 apresentou preços mais firmes para o suíno vivo, impulsionados pela desvalorização do farelo de soja e demanda aquecida.
Mencionado nesta matéria
Organizações
USPCepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada)SecomEquipe de Grãos do CepeaTV TEMCepea/Esalq
Lugares
Piracicaba (SP)São PauloOriente MédioIrãBragança PaulistaCampinasSorocabaMinas GeraisParanáRio Grande do SulSanta Catarina
