Brilho extremo de supernova ajuda cientistas a desvendar fenômeno raro; entenda
Cientistas desvendaram o mistério por trás do brilho extremo de supernovas superluminosas, atribuindo o fenômeno à presença de magnetares que amplificam a luminosidade de dentro para fora.
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13/03 às 11:30
Pontos principais
- Uma supernova superluminosa, detectada em dezembro de 2024 a um bilhão de anos-luz da Terra, é até 100 vezes mais brilhante que o normal.
- Estudos do Observatório Las Cumbres e do telescópio ATLAS revelaram que um magnetar, remanescente da explosão estelar, é o responsável pelo brilho intenso.
- O magnetar, um núcleo estelar compacto e de rotação rápida com campo magnético imenso, lança partículas carregadas na nuvem de gás e poeira, amplificando a luminosidade.
- Joseph Farah, principal autor do estudo publicado na revista Nature, explicou que o colapso do núcleo de uma estrela massiva pode formar um magnetar ativo no centro da supernova.
- A hipótese de Andy Howell, que sugeriu magnetares como fonte de energia extra para supernovas superluminosas em 2010, foi confirmada pelos novos dados.
- Algumas supernovas superluminosas apresentam oscilações de brilho, com picos progressivamente mais curtos, atribuídas à precessão de Lense-Thirring causada pela distorção do espaço-tempo pelo magnetar.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Joseph Farah (doutorando em astrofísica)Andy Howell (astrofísico)
Organizações
Observatório Las CumbresATLASUniversidade da CalifórniaReutersNature
Lugares
TerraCalifórniaChile
