Brasil terá política de terras raras este ano, não uma empresa estatal
O Brasil anunciará uma política para minerais críticos, incluindo terras raras, nos próximos meses, sem a criação de uma empresa estatal, focando no desenvolvimento da capacidade de processamento interno e atração de capital privado.
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14/04 às 13:50
Pontos principais
- Uma política brasileira para minerais críticos, incluindo terras raras, será anunciada nos próximos dois ou três meses.
- O diretor-geral da ANM, Mauro Sousa, afirmou que a proposta de uma empresa estatal do setor não tem origem no governo.
- Há 13 projetos de lei no Congresso Nacional sobre terras raras e minerais críticos, incluindo propostas para uma entidade estatal como a 'Terrabras', à qual o Ibram se opõe.
- O governo está em diálogo com o deputado Arnaldo Jardim sobre um projeto de lei para uma política nacional de minerais críticos e estratégicos, que não inclui uma estatal e deve ser aprovado este ano.
- O presidente Lula defende que o Brasil desenvolva capacidade de processamento interno para terras raras, em vez de ser apenas um exportador de commodities.
- Apesar da pouca produção, o Brasil possui grandes reservas de minerais essenciais para alta tecnologia.
- Mais de 10 pesquisas de exploração de argilas iônicas estão em andamento no Brasil, mas o desenvolvimento de uma mina do zero pode levar cerca de 10 anos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Mauro Sousa (diretor-geral da Agência Nacional de Mineração - ANM)Arnaldo Jardim (deputado)Carlos Leonardo Durans (diretor do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Insumos e Materiais Intermediários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Julio Nery (diretor de assuntos de mineração do Ibram)
Organizações
Agência Nacional de Mineração (ANM)Ibram (associação do setor de mineração)Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Lugares
BrasilBrasíliaAmérica Latina
